Nelson Teich pediu demissão ao presidente Bolsonaro.

O motivo foi a decisão de Bolsonaro de mudar o protocolo de prescrição da cloroquina.

Bolsonaro insiste que o protocolo passe a indicar o medicamento também no início do tratamento, o que Teich não concorda.

Hoje à tarde, Teich falou à imprensa para – tentar – explicar o que aconteceu.

O presidente Bolsonaro já havia dito antes que mudaria o protocolo de uso da cloroquina adotado no sistema de saúde.

Não é segredo e nem novidade.

Nos últimos dias, o mandatário já havia comentado sobre a mudança. A declaração foi dada após apoiadores o questionarem sobre o assunto no Palácio da Alvorada.

O chefe do Executivo argumenta que “é direito do paciente” decidir sobre o seu tratamento, e o Conselho Federal de Medicina publicou nota técnica permitindo a prescrição do medicamento mesmo em casos leves da doença, com as ressalvas dos riscos.

A indicação está prevista em protocolo do Ministério da Saúde, publicada ainda na gestão do antigo ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, e no Parecer nº 04/2020 do Conselho Federal de Medicina.

“O protocolo deve ser mudado porque o Conselho Federal de Medicina diz que pode usar desde o começo”, afirmou. “O médico na ponta da linha é escravo do protocolo. Se ele usa algo diferente do que está ali e o paciente tem alguma complicação, ele pode ser processado”, explicou Bolsonaro.

Bolsonaro já disse mais de uma vez:

Dou liberdade aos meus ministros, mas quem manda sou eu.

Parece que, como Teich não entendeu quem manda, ficou apenas 28 dias no cargo.

Mandetta também não entendia quem mandava.

E o curioso é que, se o próprio Conselho Federal de Medicina liberou o uso, porquê existe TANTA resistência dos ministros da Saúde em aceitarem isso?

Vão esperar os pacientes morrerem para prescrever a cloroquina ?

Não dá para saber.

Os favoritos para suceder Teich no cargo são:

  1. o general Eduardo Pazuelo, que Bolsonaro impôs como o segundo de Teich;
  2. o eterno candidato Osmar Terra;
  3. o Contra-Almirante Luiz Froes, diretor de Saúde da Marinha.

Froes é quem tem, no entanto, mais chances por ser o preferido do general Braga Netto.